domingo, 31 de janeiro de 2010
terça-feira, 28 de julho de 2009
28 de julho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
coffee break, s'il vous plait
terça-feira, 17 de março de 2009
de sombra prateada em sombra prateada...
pois é, nem eu.
quinta-feira, 12 de março de 2009
papai noel, dai-me mais força de vontade
quarta-feira, 4 de março de 2009
analiso-analiso-analiso. nada faz sentido.
falta contato. falta conforto. mais lágrimas.
tomo o remédio. com os olhos inchados.
você me entende? não. nem eu.
pego a linha angústia-desespero.
e não tenho idéia da estação em que devo descer.
laura marling .:. ghosts
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
o desencontro do afeto, das pessoas, dos lugares
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
quando o baleiro parar, põe a mão.
pegue a bala mais gostosa do planeta,
não deixe que a sorte se intrometa.
bala de leite kids,
a melhor bala que há.
bala de leite kids,
quando o baleiro parar.
.: eu adoro esse jingle :.
domingo, 7 de dezembro de 2008
chegando à estrutura metálica.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
uma canção ou um poema?
drummond.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quer que eu desenhe?
e como eu quero acreditar que os besouros foram pra mim.
domingo, 10 de agosto de 2008
título
um dia.
eu queria mesmo saber o que é tudo.
se eu tivesse tudo: onde eu ia guardar?
numa caixinha maior que tudo?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
em palavras?
sem palavras?
hoje é só o que tem:
lágrimas e o desespero de não saber porque chora.
beatriz .:. chico
quinta-feira, 12 de junho de 2008
tudo bem baratinho ó
terça-feira, 10 de junho de 2008
all work and no pay makes jane a poor girl
por enquanto uma frase ó-ti-ma; ganha um chocolate quem adivinhar de onde veio:
"nunca mais vou dançar, pés culpados não têm ritmo."
something about us .:. daft punk
segunda-feira, 21 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
inside out
Acorda sem enxergar nada.
Corre pro banheiro, lava o rosto, enxuga os olhos e nada.
Abre o colírio, pingos exagerados [abrefechaabrefecha] e nada.
Começa a ver uns pontos. De luz, os pontos. Se movimentam.
E viram traços. De luz, os traços. E se interligam.
Em conexões. De luz.
Sente as conexões na pele. [cheiracheira] As luzes têm gosto.
São seus pensamentos, imagina. Suas sensações.
Agora pode vê-los.
e não é que acordou com os olhos virados pra dentro?
domingo, 16 de março de 2008
nem dormiu no meu colo vendo tevê;
e quando eu chamei, me responderam em silêncio.
hoje foi um dia ruim,
e não me sinto mais em casa.
.:o mundo anda tão complicado:.
domingo, 9 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
graduando.
como a gente sabe em que grau está?
como a gente sabe quando chega lá?
e se perde, onde foi?
nos finais, no meio, ou começou de costas pro certo?
e se não chega?
i'm a stranger here myself.:.kurt weill
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
D G D A
É triste pensarmos nos retratos que não sorriem mais. Passado.
É triste.
lean on me.:.club nouveau
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
dia-dê
- "quem é você?" - ela perguntou enquanto lavava o rosto.
não obtendo resposta tornou a indagar, dessa vez uma pergunta menos complexa: "qual o nome do barulho que o pato faz?"
o reflexo viu nos olhos dela seu rosto formando uma grande interrogação, e pensou - boas perguntas.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
revival
e era ela só.
desde que resolveu que ia se descobrir. quantas vezes terá que ouvir o requiem e ler os pensamentos de alguém que conheceu tão bem e destruiu em sua frente, sem fazer nada, se escondendo no medo, afinal convenhamos: não é um grande frango?
pó pó pó.
mas não seria humana se tivesse reconhecido seu erro a tempo. tentou de todas as maneiras fugir da realidade, do que é, do que sente. pela outra, a outra, a mesma. do que ela foi e sempre será e sabe deus porque!
deus e mãe dinah. ah, essa mulher sabe das coisas.
(nesse ponto, você, leitor, já sacou que a ironia é a minha característica mais latente)
e sem a sensação do fatídico tarde demais, do dramático e agora? e do famigerado vazio no peito o que seria dos grandes inspirados wannabe escritores e sanguíneos no geral?
queria ter escrito mais bonito, mais poético, mais digno dela. mas conseguiu que saísse verdadeiro.
e considerou ser o bastante.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
eu a conheço? eu a conheço.
eu a vejo. você me vê, eu sei.
sabe esses olhos que você usa? são meus.
sou eu ajeitando essas suas mechinhas teimosas na testa.
estou olhando agora!
você sente?
meus músculos cansados dos seus movimentos.
minha mão segura seu peso no vagão do metrô. e está começando a doer.
é possível?
que todos os meus déjà-vus eu tenha vivido no seu corpo?
sábado, 24 de novembro de 2007
você não me serve mais.
descontei a frustração naquele vaso. coitado!
um presente sem culpa.
fui injusta, eu sei. e já me desculpei com ele, o vaso.
com você?
não mesmo.
eu não te quebrei!
eu não te joguei de cima da mesa num acesso de fúria.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
nota mental:
já dei por encerrada a minha incursão no despressurizado universo da subjetividade.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
pessoa
Procuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato de que os homens o fizeram usar.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu. (...)
(...)Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E, hoje, quando me sinto
É com saudades de mim.
Não perdi a minha alma
Fiquei com ela, perdida
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma. (...)
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
ouvindo jazz
sábado, 20 de outubro de 2007
noites na taverna
perguntas-padrão e perguntas-constrangedoras-sobre-sexo depois, jogam "a" pergunta: eu nunca fiz xixi em alguém.
(pois é, pelamordedeus)
eis que a menina-cara-de-santa ergue seu copo na maior inocência e quase toma um gole de sua cachaça, não fosse interrompida por um sonoro ARGH! proferido por, bom, todos na mesa.
desde então ela jura que não ouviu a pergunta e os amigos juram que foi um ato falho, mas mediante piadinhas e lembranças do infeliz acontecido ela não hesita em ameaçar repetir o (não) feito no humorista da vez.
lenda urbana? é, eu que não quero saber.
sábado, 13 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
ó céus, andei picaretando o blog e não escrevi mais. na realidade fiquei doente (ainda não sei do que) e na minha indisposição nem liguei o computador.... mas agora estou novamente sã!a pedidos, a minha fotinho sendo quase mastigada por um bode. é.... isso mesmo, eu só fui alimentar o bode, até porque nessa idade nem pensava em aprontar nada; e ele achou que eu tava oferecendo a minha mão..... bodes não são muito espertos, nem muito herbívoros!
minhas recomendações da semana (incrível a proporção doença/consumo cultural)
obrigado por fumar: filme excelente! vai contra a febre-saúde e expõe a defesa do cigarro se utilizando das desculpas mais esfarrapadas mas que convencem os desatentos e os despreparados. nick naylor é um lobista de prima! mostrando que por mais que a sua causa seja degradante, se a sua defesa é boa e a sua argumentação é válida, até o maior anti-tabagista vai desencanar e comprar cigarros pro filho.....
bonecas russas: continuação de albergue espanhol, diga-se de passagem, muito mais engraçado que a sequência; é interessante no sentido de que amadureceu junto com os personagens, mas não me deixou tão feliz quanto eu imaginava. (talvez tenham sido as inúmeras pausas para assoar o nariz.... talvez....)
the pipettes: som divertido, bem anos 60 com uma roupagem moderninha, música para cozinhar
sara bareilles: confesso que só ouvi algumas faixas, mas love song é uma ótima pedida para escutar no metrô (se você conseguir!)
trilha de o diabo veste prada: musiquinhas dançantes, batidas de tango eletrônico, artistas conhecidos como u2, madonna, jamiroquai e outros que exploram uma sonoridade meio vintage-chic.
é isso.
esses dias trabalhando numa mixagem que tá ficando muito legal.
domingo, 23 de setembro de 2007
o título? escolhe você.
ainda meio indecisa se acordo, se adormeço, se levanto, se continuo na preguiça e calmaria do meu cobertorzinho xadrez, sobreposto ao lençol roxo que teima em escapar aos meu pés. um ventinho delicioso nos dedos!
já lembrando tudo o que fazer, a roupa a vestir, o shampoo que devo usar, os compromissos, e é domingo.
antecipo o meu café da manhã dentro da minha cabeça e ponderando sobre a dor de estômago que vai me dar comer aquele pãozinho francês recém-saído do forno, desisto de levantar.
ao que tudo indica, decidi continuar dormindo, mas tão logo vem a lembrança: se eu dormir mais um pouco, vai ser só isso, pouco, e eu vou acordar mais cansada e/ou com aquela dor-de-cabeça tão bem-vinda quanto fatura de cartão de crédito.
dormir está também fora dos planos.
o que fazer então? sei lá.
enquanto desenho no colchão algumas figuras e linhas tortinhas e um cadinho abstratas com a ponta dos dedos, percebo que não estou sozinha. eu nunca estou sozinha. fisicamente só, mas na cabeça mil idéias e acontecimentos. não consigo ficar parada. não sei estar. só estar. sem estar pensando, sem estar planejando, sem estar tendo que estar agendando o senhor pras consultas da tarde, sem jogar com o humor.
sem saber, sei que se não souber ficar sozinha, não saberei ficar só junto com alguém.
e a desconstrução continua. na esperança de entrar a fundo em mim e sair daqui uma pessoa mudada.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
resenha-wannabe
Clap, clap, clap!
Uma cara de doido, um penteado que endossava essa idéia, Claus Peter Flor começa a Grande Missa em Si menor. Confesso: eu não estava preparada para tanto. Já ouvi essa peça algumas boas vezes, mas ao som do primeiro acorde eu já estava longe dali, transportada para alguma igreja alemã em 1700 e bolinha... Não conseguia formular um pensamento! só chorar.
e, acredito, se não tivesse um tantinho de vergonha e auto-preservação, ainda agora estaria chorando.
A missa começa e acaba de maneira arrebatadora! Não por sua massa sonora, nem suas harmonias bem construídas ou melismas mirabolantes; mas é tão cru! tão íntimo! (não há como descrever sensações e não ser subjetivo, tá?!) as conduções, as ligaduras, articulações! tudo é como deve ser. fica aquela sensação de "eu não teria mudado nada, foi perfeito".
bom, talvez mudasse a soprano solista, mas nem isso afetou a experiência para mim.
As duas mezzo-sopranos foram fenomenais; Ingeborg Danz honrando sua reputação como uma das melhores intérpretes de Bach de sua geração e Luisa Francesconi, com uma técnica impressionante e uma musicalidade natural, foi uma gostosa surpresa (brasileira, aliás).
O agnus dei foi tocante. Muito bem executado e interpretado, a pena foi eu não ter gravado...
mas ainda há esperança, pois ié babe, amanhã lá estarei eu de novo.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
reminiscências
Não procures saber - os deuses não permitem - o fim que será dado a mim ou a ti, Leocone, nem busque saber a sorte dos números nos templos babilônicos. O quanto é melhor dedicar-se aos afazeres domésticos. Sejam, ainda numerosos, os anos que nos restam, ou seja este o último que devemos dar tributo a Júpiter, sem nunca mais ver as fracas águas baterem nas duras rochas do Mar Tirreno. Sê sábia, filtra teus vinhos, e o tempo passará célere. De inveja, o tempo voa enquanto falamos: colhe o dia de hoje, não te importes com o amanhã.
Horacio - séc I a.c.
Confias no incerto amanhã? Entregas às sombras do acaso a resposta inadiável? Aceitas que a diurna inquietação da alma substitua o riso claro de um corpo que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos, os instantes; e nos lábios dessa que amaste morre um fim de frase, deixando a dúvida definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória, para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém, nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias; e abraças a própria figura do vazio. Então, por que esperas para sair ao encontro da vida, do sopro quente da primavera, das margens visíveis do humano? "Não", dizes, "nada me obrigará à renúncia de mim próprio - nem esse olhar que me oferece o leito profundo da sua imagem!"
Louco, ignora que o destino por vezes, se confunde com a brevidade do verso.
Nuno Júdice - séc XX
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
mary on the sofa
terça-feira, 21 de agosto de 2007
eu queria ser uma árvore de natal.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
bip bip bip
fatos:.
eu adoro processos. caminhos. a sensação será-que-sim-será-que-não-?-talvez-seja-melhor-se-não-mas-eu-
queria-tanto-que-sim,-acho-que-não-vou-pensar-mais-nisso-!-não-consegui... (sim sim, é uma sensação bem detalhada e que costuma se iterar continuamente até o processo ser inutilizado ou completado). o gosto de ultrapassar as armadilhas psicológicas, que você coloca sobre si, munido apenas da sua pré-disposição à multiplicidade mental, só não é mais me-coma-me-coma-me-coma que cheesecake com calda de amoras e a angelina jolie.
por outro lado, a realização do evento causador do processo implica o fim do mesmo, gerando por sua vez o que na linguagem popular poderia ser entendido como uma síndrome de abstinência iniciada pela falta de processos no organismo do indivíduo, e que acarreta o dilema paradoxal de finalizar o processo e poder usufruir do evento/objeto almejado e não poder usufruir o evento/objeto almejado em decorrência da infelicidade que o fim do processo traz consigo.
do momento do consumo até o término do efeito são constatadas as seguintes fases:
observação:. o indivíduo busca reunir informações para analisar se a necessidade do processo é real, sendo esse critério totalmente subjetivo.
análise:. propõe duas reações, a negativa, que irá interromper o processo e inutilizá-lo; e a positiva que irá nos levar à próxima fase.
concentração:. o indivíduo foca no objetivo e fica impossiilitado de ver qualquer outra temática que não esteja relacionada ao processo, as vezes podendo até ficar anti-social e recluso.
intensificação:. as sensações crescem exponencialmente com a proximidade da última fase e o indivíduo experimenta alterações de humor freqüentes, sendo confundida comumente com bipolaridade ou simples bobeira, à medida que ele passa da extrema euforia à ansiedade, acompanhada de crises de choro e tristeza súbitas, podendo iniciar outro processo, a depressão, que por sua vez deve ser abortado assim que percebido por intervenção médica.
realização:. o processo é completado, forçando o usuário a buscar outra dose antes da sindrome de abstinência se manifestar.
a interrupção do processo pode ocorrer a qualquer momento, causada por fortes cargas emocionais no indivíduo, não sendo estas obrigatoriamente relacionadas ao objetivo.
com base nos fatos, podemos afirmar que no período do meu inferno astral, eu na realidade estou experimentando a Intensificação do processo Aniversário e estando focada nesse processo fico impossibilitada de iniciar outros processos menores, apenas aproveitando o que acontece sem planejamento prévio; e que é realmente um período de auto-conhecimento (e picaretagem).
